segunda-feira, 16 de maio de 2011

Boas compras Fortaleza - CE

Tenho certeza de que todas as moçoilas que aqui nos lêem adoram feirinhas de artesanato. Eu pelo menos adoro compor a decor da casa com artesanatos regionais. A casa ficar super aconchegante, personalizada e cheia de lembrañças de momentos bons.


Entendam que quando digo que amo artesanato me refiro a objetos funcionais ou que compõe adequadamente a decoração de uma casa. Não há nada mais cafona do que aqueles objetos sem nenhuma utilidade, que não combinam com nada nem com niguém, com o famoso bordão escrito: "fui para Conchinchina e lembrei de você". Neste hall da breguice chamo a atenção para as pranchinas, os peixinhos, as estrelas do mar... Se você costuma dar isso de presente, mude os ares POR FAVOR!!!


Considerando que você vai fazer boas escolhas (porque todas as feirinhas tem essas baboseiras inúteis) vou dar uma ótima dica de compra se você pretende ir para Fortaleza.


A feirinha do Meireles é uma feira que acontece no final da tarde em Fortaleza, na Avenida Beira Mar, obviamente na praia do Meireles. Não vou enrolar muito, mas o fato é que tem coisas lindas, úteis, bem regionais e, o melhor de tudo, a preços bem acessíveis. Mas guarde o din din e não se empolgue logo de cara pois a feira é enooooorme. Se gastar todas as economias logo de cara certamente vai passar raiva no final.


A Reforminha foi para Fortaleza no penúltimo verão e eu fui no último. Olha o composê do sousplat que ela me deu com o anel de guardanapo que eu me dei.






Sousplat R$5,00 cada. Anel de guardanapo R$ 0,75 a unidade.





Sinceramente prefiro os dois separados. O sousplat com anel mais liso, de acrílico por exemplo, ou o anel com um sousplat de cerâmica. Acho que a mistura do rústico com o sofisticado fica perfeita, mas aqui coloquei os dois em uma só montagem para vocês verem como vale a pena ir na feirinha.



Fora isso tem aquelas bonecas de argila lindíssimas, namoradeiras, vasos, toalhas de mesa... só vendo (... e comprando, lógico!).



Para os maridos que assim como o meu gostam tanto de feirinhas quanto de jiló, ao lado da feira do Meireles tem uns quiosques com cerveja geladinha, ÓTIMA pedida para o clima local.
Fica a dica para as turistas, pois certamente toda boa fortalezence já conhece o lugar.


Até mais ler.


Reformell gostaria muito que fosse mais fácil formatar os posts. O espaçamento entre linhas tem vida própria.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Brincando de Casinha

Hellous! Este não é mais um post de "dias das mães atrasado", maaaas coincidentemente (sim, porque foi iniciativa dela!) hoje temos uma contribuição da Reformãe! (e vocês descobrirão que nossa paixão por reforma realmente é genética!)

Vamos lá!

"Quando criança me divertia fazendo mobília de caixas de fósforo embrulhadas em folhas de revistas, dispondo esta mobília na casinha - caixa de sapato, que era decorada com quadros de cartas de baralho e tapetes coloridos de papéis de bala de coco. Era um faz desfaz delicioso por horas e horas. E como nada era muito durável a cada dia a casinha ganhava novos móveis e novas cores.
Anos depois me deparo com as intervenções que vira e mexe fazemos no nosso lar doce lar. No último final de semana eu e meu husband Mac Gyver (faz tudo) fizemos a recuperação de uma pequena mesa dobrável de cozinha lá no nosso refúgio da praia. Apesar de antiga, a mesa  se mostrou bastante funcional por ser pequena, servindo muitas vezes até de aparador. Seu ponto negativo foi que depois da reforma da cozinha, que ficou lindinha com as pastilhas marrons, fogão embutido e os novos armários, a mesinha ficou destoando de tudo.
O antes: a mesinha destoante!

Reacendendo a chama da reforma lá fui eu, a eleita como Reformãe, pesquisar algo que pudesse combinar com o design da mesa e com o novo padrão da cozinha. A mesinha com azulejos no tampo era a bola da vez, ou reforma da vez, como queiram. 
No cemitério de azulejos com as medidas e quantidades na mão consegui garimpar um padrão de azulejo de cores  harmônicas para combinar com a nova cozinha. Também foi preciso dar uma saidinha até a loja de material de construção comprar uma cola especial para azulejos e reformas à obra!
A primeira etapa foi realizar a remoção dos azulejos antigos na força bruta mesmo através das mãos do meu querido Mac Gyver. Aí o marido faz- tudo lixou a mesa para deixar a superfície mais uniforme, fez uso de um formão para alguns ajustes e até chegou a lixar os azulejos para adequar as medidas, porque afinal nada é perfeito. Uma canseira danada! Ele com a mão na massa e eu exausta supervisionando tudo e dando palpites. Ush!
Brincadeiras a parte, ficamos felizes com o resultado e também com a economia, porque afinal uma mesa nova despenderia uma boa verba.
Ah! E o meio ambiente também agradece pela recuperação da mesa e reuso dos azulejos antigos que saltaram de alguma parede e agora ficam admirando xícaras e pratos bem de pertinho.
Édina, a Reformãe"

E agora, fotos do "processo":
Lixando a lateral do azulejo. Fala sério, meu pai não é O CARA?

Lixando...

...e colando!
Close no resultado!
A mesa e os banquinhos! Xuxu, né?


Obrigada, mamis!!!! E antes que vocês pensem que meus pais conseguem fazer essas coisas porque são "do ramo": papai é administrador e mamis é publicitária...ou seja, qualquer um, com boa vontade, consegue!
Beijos!
PS: Reforminha ainda tem esperança que o Ti um dia vai ser MacGayver que nem seu pai...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Nespresso, je t'aime!

Fonte: Amantes do Café
Vocês lembram quando falei que eu sempre me imaginava tomando café expresso no meio da tarde, no aconchego da minha casinha, num momento despreocupado após um almoço feito com muito carinho pro maridão? Pois bem. Não consegui ainda chegar no nível de evolução necessário para que a palavra "correria" não reine no meu lar, mas já consegui o item essencial para que a alegria dos meus cafés da tarde aconteça: uma Nespresso.
Gente, posso falar? Mesmo se eu não tivesse viajado "prás Europa" (onde convenhamos o preço é bem mais amigo do que o daqui), eu teria comprado uma se soubesse o custo-benefício. E não, não é por conta do George Clooney, que ele não faz meu estilo! Vale MUUUITO a pena!


Sei que parece balela, porque a cápsula custa uma pequena fortuna perto do preço do pó de café comum.  Mas sabe aquele cafezinho que você toma no restaurante, depois do almoço? Você vai deixar passar prá tomar em casa, porque é bem mais gostoso.  Enfim, o que quero dizer é que este não é um café prá tomar todos os dias e não nutra esperanças de aposentar a cafeteira antiga.  Mas minha mais nova diversão é escolher se vou tomar Rosabaya, Risttreto, Arpeggio, ou outro café delicioso. Isso sem contar o efeito colateral que ela trouxe: agora sempre que saio com amigos, convido para um café em casa, e é de-li-ci-o-so poder compartilhar algo que comprei e gostei tanto!
Enfim, preços à parte, depois da empolgação da compra da cafeteira (não vou resistir: vou ter que contar que comprei a minha na Nespresso da Avenue des Champs Elysees, em frente ao Arco do Triunfo, em um momento “vou fingir que sou fina!”) e de passar um bom tempo desvendando os 16 “sabores” disponíveis, cheguei no Brasil e me vi com um problema: onde vou colocar a bendita? Pô, sinceramente achei que ela não merecia ir prá cima da geladeira junto com a cafeteira comum, George Foreman, baldinho prá gelo, e outros apetrechos que não tenho onde colocar.
Solução: coloquei a cafeteira no balcão que separa minha sala da cozinha (que é americana). Aí me vi com outro problema: as cápsulas. Prá quem não sabe, as cápsulas vem numa caixinha de papelão, nada atrativa, tampouco prática. E, claro, o dispenser maravilhoso da Nespresso não caberia na minha mala, e aqui no Brasil, sinceramente....não vale o preço. Solução: comprei um baleiro! Sim, aqueles de vidro, com tampa de rosca, bem baratinhos.  E não é que eu gostei? Virou a atração da casa (e dos amigos coffee addicted!)

Abaixo, uma foto da minha baby (e do baleiro fofinho)! Não reparem na bagunça da cozinha atrás! Casa de verdade, rotina de verdade:  to escrevendo e arrumando a janta ao mesmo tempo!


Dica: se você for dar a louca e comprar uma na Europa como eu fiz, lembre-se de duas coisas: 1) a voltagem é 220v, então você precisa ter uma tomada dessa em casa, ou ainda, fazer o que eu fiz, comprar um transformador; e 2) apesar da oferta muito tentadora de máquinas lindas  que tem por lá, a maioria delas não existe no Brasil ainda, então compre um modelo que é fabricado aqui, assim se sua máquina quebrar, você pelo menos tem as peças a disposição para consertar (a garantia, obviamente, não vale aqui!)
Agora deixem-me ir, porque vou degustar mais um cafezinho-delícia depois do jantar (e espero não ter uma insônia depois...haha)!
Beijos!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Hiato...

Ai, gente, já até cansei de me desculpar com vocês pelos hiatos entre um post e outro. Mas já vou "de cara" responder a duas perguntas:
1) Não, eu não me cansei do blog.
2) E sim, eu tenho um monte de coisas prá mostrar prá vocês.

O fato é que nos últimos tempos minha vida se tornou uma bagunça: assumi algumas novas responsabilidades, dispensei a faxineira (aliás, estou procurando outra...alguém tem indicação?), e sai um pouco da frente do computador por um ótmo motivo: tirei minhas merecidas férias, com direito a uma viagem maravilhosa ao lado do maridão.

Enquanto retomo o pé das Reformeiras (e dou um puxão de orelha na Reformell prá ela aparecer por aqui), vocês ficam com minha nova inspiração (e aspiração), que veio diretamente dessa minha primeira ida ao Velho Mundo: as casinhas coloridas do bairro londrino de Notting Hill. Já falei prá trocentas pessoas que eu quero morar nesse bairro, acordar de manhã e ir pro trabalho a pé/metrô, vendo as folhas caindo no chão, sentindo frio no rosto e com o café do Starbucks na mão. Mas como a vida não é tão simples (morar lá é extremamente caro, e mesmo se eu pudesse, não consigo me imaginar morando longe de pai, mãe, irmã, cunhados e sogros), vou  me esforçar cada vez mais para reproduzir o charme de NH na minha mini-casa.

Em breve: o final da saga da lavanderia planejada. Aguardem os próximos capítulos posts!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

De lavabo a banheiro: pequenos lares, grandes idéias.

Carol, uma amiga que casa logo menos, está enlouquecida buscando um cantinho aconchegante para chamar de lar. Nessas buscas loucas viu, obviamente, muita coisa tosca, muita coisa feia, muita coisa linda porém cara, mas também muitas idéias bacanas. Uma delas ela resolveu enviar para o Reformeiras.

Visitou um apê de apenas 65m2 que tinha (pasmem) 2 banheiros. Como?

Bom, segundo a Carol a idéia não foi dos moradores, mas sim de um decorador. Independente disso vale a pena dilvulgar pois salva a pele de muitas famílias um pouco mais numerosas que vivem em "apertamentos" reduzidos. O tal apê que a Carol visitou tinha um banheiro e um lavabo. A família queria porque queria um suíte, então resolveu virar o banheiro da casa para o quarto do casal. Até aí tudo bem, mas e aí? Ficar sem um banheiro comum para uso de visitas e tal é um pouco complicado, né?! Mas é para isso que servem os decoradores, para dar idéias que depois paracem óbvias mas que você nunca teria pensado sozinho.

O caso do lavabo foi resolvido da seguinte forma: tiraram a pia do lavabo e ela deu lugar o box. E onde foi parar a pia? Do lado de fora, em uma espécie de hall. Como isto é ao lado da sala de jantar ficou bem apropriado já que imagina-se que as pessoas lavem as mãos antes das refeições.

Arquivo pessoal da futura Sra. Gerra com o reflexo no espelho de alguém que não me parece o Guerra. Caroool???? Pode se explicar?

Aí você pode dizer: "Dãaaaah!! Já vi isso em vários restaurantes e baladinhas por aí", mas juro, não ficou nada impessoal, pelo contrário, ficou super estiloso e parece que a parede vermelha nasceu para morar ali ao lado da mesa de jantar, não? E as pastilhas na bancada da pia... (só pra fazer inveja ao meu banheiro tosquinho). Uma ótima opção às convencionais pedras e com muito mais estilo. Cabe perfeitamente ao clima sala, lugar no qual o granito daria gritos de "socorro, o que façco aqui?".

Arquivo pessoal Carol.

Achei um lar com muita identidade. Decoração simples e com boas idéias para o melhor aproveitamento do espaço. Tem uns outros truquezinhos além do banheiro. Prestem atenção à parede ao lado da TV. Foi colocada uma porta de correr dessas chiquérrimas que tranformou o segundo quarto do apê em um quarto reversível. Ótima idéia para casais sem filhos não? Amplia o espaço e fica um arraso. Bom, mas isso é assunto para um novo post. Aliás, a família De Angelis deu um up no apê antigo seguindo esta mesma proposta da porta de correr. Vamos esperar um membro da família mandar umas fotos.

Boa semana e... que ela passe logo para o Carnaval dar as caras.

Desabafo da Reformell: Meu banheiro me dá gastura.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Do-It-Yourself: Pintando paredes


Várias pessoas que eu conheço arregalam os olhos quando eu conto que eu mesma quem pintei minha casa. E se espantam mais ainda quando eu conto que na minha família sempre fizemos assim. Me lembro de ficar empolgadona quando meu pai anunciava pintura nova. Tudo bem, no fundo eu ficava com preguiça de terminar minha parte e fazia a maior meleca pela casa, mas eu me divertia muito.
É ÓBVIO que pintores profissionais fazem um trabalho muito melhor do que o meu. E também não me atrevo a passar massa corrida, igualar parede, fazer textura. Para isso eu contrataria um profissional. Isto é apenas um incentivo para você que, assim como eu, tem o orçamento enxuto e gosta dar um up nas cores da sua casa sem gastar muito.
Reuni aqui alguns princípios básicos, a maioria deles aprendidos com anos de experiência como assistente de pintura júnior do Reformacgyver, (ou seja, meu pai!) Me desculpem pelo post gigantesco, mas as pessoas sempre me perguntam como eu faço, então acho que um "guia completo" ajuda bastante.
 Material necessário:
 - tinta nas cores escolhidas (lógico!): faça o cálculo antes de quanto vai precisar (use a calculadora dos sites de fabricantes de tinta).
-  pincéis: normalmente um rolinho pequeno de espuma, um rolinho grande de lã e um pincel de cerdas chanfrado tamanho pequeno/médio dão conta do serviço. Existem vários outros tipos, mas dá prá ficar sem eles.
-  bandejinha de plástico
- pedaço de madeira
- solvente/água raz: para limpar a meleca que você vai fazer na sua casa
- jornal e lençois velhos: para cobrir o chão e os móveis da sua casa e tentar evitar a supramencionada meleca
- fita crepe: para delimitar as áreas de pintura (quanto mais grossa, melhor!)
- escada
- aparelho de som/ipod ou qualquer outra coisa com playlist animado: nada pior do que pintura em silêncio!

Tudo comprado/arrumado, coloque sua roupa mais velha e mãos à obra:

Em primeiro lugar, limpe a parede e tire todos os vestígios de gordura ou qualquer outra coisa que possam causar algum relevo, e espalhe o jornal/lençois pelos locais necessários. Pegue a fita crepe e passe, com calma, no teto, paredes laterais e rodapés que fazem divisa com o lugar que você vai pintar, bem como batedores de porta e janelas. Você tem que tomar muito cuidado para ficar bem retinho.
 Misture a tinta, dentro da lata mesmo, com o pedaço de madeira (hoje em dia quase não se vende mais aquelas tintas que precisam diluir em solvente, então seja prática e já compre a que não precisa). Jogue um pouco da tinta na bandejinha e pode começar a pintar! Lembre-se de não colocar muita tinta no rolo/pincel e de não apertar o rolo com força: vai escorrer na parede. Além disso, pinte sempre na mesma direção.
(Acho que todo mundo sabe dessa parte, mas não custa informar: use o rolo de lã para a parte maior, o de espuminha para locais menores,  e o de cerdas para pintar a parte mais próxima das divisas)
 Espere umas duas horas, pelo menos, para passar outra demão de tinta. Para tirar as fitas crepes, espere de um dia para o outro. Depois de acabada a lambança, limpe seus pincéis, bandejinha ou qualquer outra coisa que você sujar com o solvente.
 Outras diquinhas úteis:
 - Caso você queira pintar paredes vizinhas com cores diferentes, infelizmente você vai ter que esperar 1 dia para tirar a fita crepe para então passar a fita em volta da segunda parede e pintá-la. Eu só deixo uma faixinha perto da divisão para pintar no segundo dia.
 - Eleja uma paleta de cores ANTES de ir comprar as tintas. Na loja, você define só o tom exato. Isso evita que você compre uma cor que você achou linda no mostruário, mas não combina com nenhum dos seus móveis/outras paredes.
 - Na loja, não compre só tinta branca + tingimentos coloridos. Não fica bom, além de você nunca conseguir chegar no tom exato de novo na hora de misturar mais tinta. Experiência de quem, uns 10 anos atrás, queria um quarto lilás modernoso e acabou com um quarto rosa bebê bem bleca.
- Existem vários tipos de tinta. Eu prefiro as com acabamento acetinado ou fosco, em detrimento das com acabamento brilhante.
 - Compre tinta sem cheiro. A diferença de preço para a tinta comum é de 1 ou 2 reais por lata pequena e o benefício é grande.
 - Depois de tirar a fita crepe, no dia seguinte, eu sempre pego um pincel bem fino, desses de aula de Artes da escola, e passo com um pingo de tinta nas divisas para pintar partes minúsculas que o pincel não pegou, ou arrumar falhas causadas por falta de atenção na hora de colocar a fita.
 - Anote a marca e as cores das tintas que você comprou e não perca o papel. Acredite, parece precaução demais, mas você pode precisar dessa anotação depois. Eu tenho uma folha grampeada no memorial descritivo do meu apto na qual eu coloco tudo o que eu compro prá casa (piso, cor de tinta, padrão do tecido da poltrona...tudo!) prá ficar "na mão" caso eu precise repor/trocar etc.
 - Não faça nada disso à noite. Nosso olhar e senso crítico estão bem menos aguçados e a iluminação artificial não ajuda. Já fiz a besteira de pintar uma meia parede da minha cozinha às 22h00 e ficou uma droga, toda manchada. Ainda não tive saco para pintar de novo (no fundo, to com esperança de colocar um papel de parede bacana por cima!)
 - Convoque sua família e amigos próximos prá te ajudar, principalmente se você for pintar muitos cômodos. Vai bem mais rápido e mais animado.

Beijos, e até mais!!!!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O Polvo!

Reflexo de Reforminha finalizando o polvo. Fonte: Arquivo pessoal

Dia desses fiz um programa muito legal:  recebi alguns amigos muito queridos aqui em casa (na verdade, no salão Gourmet do prédio!) e fizemos um almoço, no estilo “todo mundo bota a mão na massa” que foi muito gostoso. É o tipo de programação que recomendo prá todo mundo!
Nessas, resolvi ir contra alguns dos meus próprios conselhos para comemorações domésticas (lembram deles? aqui!) e testei uma receita nova e apimentada.  Sinceramente, até eu me surpreendi que deu certo!
Bom, eu fiz ceviches! O que é isso? É um prato de origem peruana, que consiste basicamente em peixe cru que cozinha no limão, com temperos e especiarias. Até aí, tudo bem, já tinha feito ceviche de peixe antes. Mas resolvi me arriscar e fazer, além do tradicional, um ceviche de polvo! Nem preciso mencionar que, apesar de eu amar cozinhar, eu nunca tinha chegado perto disso na vida.
Encontrei uma receita bacana e comecei dar um Google em “como cozinhar um polvo”. O que eu achei foi um milhão de informações desencontradas, cada uma dizendo uma coisa diferente – inclusive instruções nada absurdas como “pegue o polvo pela cabeça e espanque-o na pia”...#NOT!
Então, aqui segue um resumo básico do que eu fiz e deu certo (modéstia à parte, não sobrou nenhum ceviche prá contar a história).
1- Compre o polvo congelado e de boa procedência. O porquê:  polvo é uma carne fibrosa, e se você simplesmente coloca na panela, fica duro como pedra! O congelamento quebra as fibras. Isso vai evitar que você tenha que seguir aqueles passos malucos de “surrar o polvo na pia” ou “dar uma sova”, que aparentemente também servem para isso. E deixe descongelar em temperatura ambiente, nada de usar microondas!
(obs: por garantia, depois que descongelou, dei umas batidinhas de leve com meu martelinho de carne, mas sinceramente não acho que fez diferença)
2- Não coloque sal na água em que você vai cozinhar. Não sei o motivo exato, mas pelo que li ele fica borrachudo.
3 –Lave o polvo inúmeras vezes, antes e depois do cozimento. Tem que ser muito meticuloso, prá tirar restinhos de areias das ventosas e as gosmas que ficam nele.
4 – Não se espante se o polvo cru não tem aquela cor rosadinha que você vê no restaurante: ele é marrom acinzentado, e bem feio, prá ser sincera, mas assim que você o coloca na água ele fica rosa.
5- Para colocar o polvo na água (já fervendo), segure-o pela cabeça, e inicialmente só coloque os tentáculos na água, e tire imediatamente. Não fique apavorado se os tentáculos se enrolarem, porque isso é normal. Repita o processo pelo menos umas 4 vezes, prá só depois colocar o polvo inteiro na panela.
6- Corte a cabeça do polvo fora. Não li isso em nenhum lugar, mas sinceramente a cabeça não tem cara de muito aproveitável. Eu acabei cozinhando o bichinho com cabeça e tudo e cortei fora depois. Como fiz isso, não custa repetir, tive que lavar muito bem depois prá tirar tudas as gosminhas e etc.
7- Polvos tem uma cartilagem dura bem no centro, na parte de baixo. Ela também não é aproveitável.
8 – Deixe cozinhar entre 40 a 50 minutos. E só depois de lavar bem e cortar a cabeça fora (não custa insistir!) você pode colocá-lo na sua receita!
Prá finalizar, uma foto dos meus ceviches devidamente servidos! O que está na cumbuquinha finger food é o de polvo com manjericão. O de salmão (jura?) está ao lado, acompanhado de cebolas encurtidas.
Fonte:  Arquivo pessoal.

Gostaram? Assim que tiver mais novidades culinárias, posto por aqui!
Au revoir...et bon appetit!